Saturday, May 14, 2011

Leite de mãe




(Imagens de André Porto)

Como prometido, fotos do ato a favor da amamentação que rolou no Itaú Cultural em São Paulo na semana passada. Foi muito bonito, reuniu mais de 50 mães e seus bebês. O fio de lã vermelha simboliza a ligação entre mãe e filho. Na performance, uma mulher bordava "leite de mãe".

Thursday, May 12, 2011

MAMAÇO: Pelo direito de dar de mamar na hora que o bebê quiser e no lugar que ele sentir fome!


(A foto do mamaço: em breve no Moderno)

Só sinto o meu filho ter quase cinco anos e não mamar mais no peito. Eu queria muito poder engrossar o coro do mamaço que acontece hoje às 15h no Itaú Cultural, na Av. Paulista, em São Paulo.
O mamaço é um protesto, organizado por mães que exigem o seu direito de dar de mamar em público, e dos seus filhos de mamarem quando têm fome independente do lugar. Exigem também o fim do preconceito e da visão erótica desse ato tão puro, tão importante e tão natural. Elas estarão lá, com os seus bebês grudados no peito, que é assim que tem que ser. Ninguém nunca ouviu falar na importancia da amamentação? Ninguém nunca teve filho, ou terá um dia?
Eu fico me perguntando: será que essas pessoas que se ofendem tanto quando vêm uma mãe dar de mamar a seu bebê nunca mamaram no peito? Ou nunca sentiram falta disso? Por que tanto preconceito, tanta tara ou tanto nojo? O mundo está mesmo torto.
O protesto das meninas, pelo menos uma delas, uma grande amiga minha, a Roberta Martinho, acontece porque uma garota foi impedida de amamentar o filho dentro do Itaú Cultural em março passado. (O Itaú Cultural já fez um pedido oficial de desculpas. Tanto que o protesto seria em frente ao prédio e será uma performance lá dentro).
De lá para cá, outros casos de preconceito pipocaram. Aqui no Brasil, teve mulher censurada no Facebook por postar foto dela amamentando o filho. No Exterior, a babaquice (não há outra palavra) também acontece. Dia desses uma garota foi impedida de dar de mamar a seu filho em um pub em Londres. Disseram para ela fazer isso no toalete. Ela respondeu: por acaso você gosta de fazer as suas refeições no banheiro? Achei a resposta dela muito boa, apesar de não ter surtido efeito.
Mas o que mais me chocou foram os comentários de certos leitores do UOL sobre a matéria da mãe londrina. Chega a dar dó, e lamentar a existência de homens (era a maioria esmagadora) tão equivocados com a vida.
Eu amamentei o meu filho até os dez meses. Tenho certeza de que somos tão próximos, apaixonados e cumplices por isso. E que ele tem uma autoestima e uma saúde excelentes por isso também.
As pessoas não têm mais coração?

Tuesday, May 10, 2011

O melhor dia das mães

No final de semana, eu estava supergripada e afastava o Chico de mim sempre que ele chegava perto. "Vai pra lá filho que a mamãe tá um poço de vírus". Ele entendia, obedecia. Mas estranhava muito, afinal somos muito grudados (estamos sempre nos apertando, cheirando, beijando...)
Numa dessas, ele se afastou, foi até a mesa da sala, pegou um vasinho com uma flor e levou até mim. Depois, voltou à mesa, e pegou o meu presente de Dia das Mães, uma caixinha de palitos de sorvete que ele fez na escola, e também levou até mim. Eu perguntei:
- Nossa quanto presente bonito. Por que?
- Porque eu te adoro... e porque você está doente..., ele disse, meio envergonhado, surpercharmoso.
Não existe melhor presente de dia das mães do que esse. Afe! 

Friday, May 6, 2011

O último respiro de Alexander McQueen


Desde que tirou a própria vida, o estilista britânico Alexander McQueen, morreu não apenas no sentido literal da palavra. Morreu no sentido figurativo também. Sua personalidade genial, ousada, polêmica foi substituida por outra simplesmente profissional - e comercial. A estilista britânica Sara Burton foi quem desenhou o vestido de noiva de Kate Middleton e quem assiste à ascenção e popularidade da grife. Não se sabe se esse sucesso recente está ligado à morte trágica e precoce do ícone ou pelo design "mais usável" de Sara.
Enfim, as saudosas da ousadia McQueen, têm um bom pretexto para relembrar desse passado ainda tão fresco. O baile do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, que rolou essa semana em Nova York, homenageou o estilista e reuniu mulheres poderosas devidamente trajadas de suas selvageria (veja os looks). Além disso, na quarta-feira, o museu inaugurou a exposição Savage Beauty, que reúne peças, looks e desfiles do estilista desde os anos 90.








Thursday, May 5, 2011

Grace Patricia Kelly


Ontem fui à abertura da exposição "Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco", na FAAP, em São Paulo. O evento estava lotado (especialmente de senhorinhas elegantes, com os cabelos carregados de laquê e os lábios recheados de botox) e todos (menos eu, para ser bem sincera - e blasé) queriam ver de perto o Príncipe Albert II de Mônaco. Em vão, ele não se misturou à plebe. Passou batido e viu a expo acompanhado de poucos. Bom, foi o mais próximo que consegui chegar da realeza.

A exposição está linda - eu super recomendo. Mas, não posso deixar passar um comentário sobre o nome da musa americana, que se chama Grace Patricia Kelly. As "Grace", as "Patrícias" e as "Kellys" que me desculpem, mas essa combinação ficou bem cafoninha.

Nascida nos EUA, Grace Kelly foi diva de Hollywood e se apaixonou pelo príncipe de Mônaco Rainier III. Largou tudo para se casar com ele. Na realeza, Grace provou ter glamour e inspirou toda uma geração. Morreu de acidente de carro aos 52 anos. Sua filha Stéphanie, então com dezessete anos, que também estava no veículo, foi acusada de ter conduzido o veículo e causado o acidente, após uma discussão com sua mãe.   

Pontos altos da mostra (ilustrados com fotos de André Porto):



Hermès: De tudo que vi, gostei mais da bolsa Hermès Kelly gigante (foto) e de sua coleção de Hermès. Diferentes das tradicionais, tem uma feita de acrílico, que é um sucesso: colorida e transparente. Grace Kelly inspirou um dos modelos da grife francesa, que levou seu nome e virou moda a partir dos anos 50 quando ela a usou para esconder uma suposta gravidez.   




Vestidos: destaque para o longo preto de Yves Saint Laureant (ao fundo) e o salmão de Christian Dior (no canto esquerdo). Vale ir lá para namorar de perto


Chapéus e toucas: tem uma toca de flores. Para usar à beira da piscina bebendo gim tônica?


Vestido de noiva: para aquelas que sonham em entrar na igreja de branco (que não é o meu caso), um desbunde. Representa o dia que ela abriu mão de sua carreira de sucesso como atriz de Hollywood e deixou o seu país para se casar com o príncipe Rainier III e virar princesa

Capas de revista: passo a passo de uma vida inteira documentada. De seu primeiro sucesso em Hollywood a sua morte trágica num acidente de carro, passando pela realeza

Wednesday, May 4, 2011

A década perdida


O post vale pela foto. Olha ele aí, o ícone da moda no Brasil, o estilista Alexandre Herchcovitch de smoking branco e cabelinho jogado para trás a la Farah Fawcett! A imagem prova que não há uma pessoa sequer que tenha vivido nos anos 80 e tenha passado incólume pela cafonice da década. My God!
A foto foi feito em seu Bar-Mitzvá em 1984. No detalhe, o mesmo, anos luz longe dos 80's.

Monday, May 2, 2011

Best moments: look princesa e mais

O casório



Kate Middleton: porque menos é mais

Diana: vestido de bolo

*O vestido de noiva de Kate Middleton, a duquesa de Cambridge, foi assinado pela estilista britânica e sucessora de Alexander McQueen Sara Burton, que fez bonito - e fez a sua cama.
*O traje é tradicional com pitada fashion. A gola princesa, a renda e a cauda surgem em versões sem exageros, especialmente se comparadas ao vestido de noiva de Lady Di (mais 80's impossível)!
*Na cabeça, tiara Cartier de 1936, emprestada pela Rainha-mãe.
*Ela não abriu mão do protocolo, mas também não ostentou demais. Nada melhor do que seguir a máxima dos tempos atuais, marcados pela crise e pela recessão, de que "menos é mais".

A saída à inglesa



*Ponto alto foi a saída do Palácio de Buckingham à Clearence House, de Kate e William, após o almoço no palácio, antes da festa.
*"Simples", William dispensou o motorista e dirigiu ele mesmo um conversível Aston Martin DB6, com a mulher ao lado. Deu a impressão de que, se um dia ele virar rei, acabará com toda a pompa e circunstância da monarquia britânica. 
*Vale lembrar que ele também abriu mãos do staff de funcionários de sua casa na Escócia. É claro que ele não limpará a casa, nem pedirá à Kate, mas não terá empregados full time. *Tá certo! Os tempos são outros.     

A festa


Princesinha demais: não me gusta

*O vestido usado na festa também foi assinado pela Sara Burton.
*Muito princesinha! Parece que saiu de um dos clássicos da Disney. Devia ousar mais. Talvez um modelo que fugisse do branco, que fosse mais sexy, sei lá.
*De qualquer forma, era isso o que se esperava. Kate não é do tipo que lança tendência, apenas tem estilo.

Um parênteses: os chapéus

O mais fofu (apesar da cara de mau humor da dona Vic Beckham) 


O top (fascinator é assim: fascinante)


O poderoso (o marido, no entanto, deve se incomodar com tanto poder feminino)


O equivocado (parece a versão feminina dos toureiros. tão em baixa...)


O caixote amarelo (mas, tudo bem, porque a rainha pode tudo, inclusive color block cor de gema)


O mais bizarro (menos Beatrice, menos)



*Durante o namoro com William, Kate Middleton trouxe à graça dos chapéus e dos fascinators (aquele adereço de cabeça que não chega a ser um chapéu, parece uma tiara, que costuma ser adornado com plumas, flores, arranjos). Dá até vontade de ter um, para aqueles dias de exibicionismo fashion feminino.
*Acima uma seleção, dos mais fofos aos mais esquisitos, diretamente do royal wed.

Enfim, FIM (prometo não falar mais de casamento real)